[...] o exercício de pensar o tempo, de pensar a técnica, de pensar o conhecimento enquanto se conhece, de pensar o quê das coisas, o para quê, o como, o em favor de quê, de quem, o contra quê, o contra quem são exigências fundamentais de uma educação democrática à altura dos desafios do nosso tempo. (PAULO FREIRE)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A História do Linux

Linux
O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix. Linus é o nome do criador do Linux, Linus Torvalds. E Unix, é o nome de um sistema operacional de grande porte, no qual contaremos sua história agora, para que você entenda melhor a do Linux.

A origem do Unix tem ligação com o sistema operacional Multics, projetado na década de 1960. Esse projeto era realizado pelo Massachusets Institute of Technology (MIT), pela General Eletric (GE) e pelos laboratórios Bell (Bell Labs) e American Telephone na Telegraph (AT&T). A intenção era de que o Multics tivesse características de tempo compartilhado (vários usuários compartilhando os recursos de um único computador), sendo assim, o sistema mais arrojado da época. Em 1969, já exisita uma versão do Multics rodando num computador GE645.]

Ken Thompsom era um pesquisador do Multics e trabalhava na Bell Labs. No entanto, a empresa se retirou do projeto tempos depois, mas ele continuou seus estudos no sistema. Desde então, sua idéia não era continuar no Multics original e sim criar algo menor, mas que conservasse as idéias básicas do sistema. A partir daí, começa a saga do sistema Unix. Brian Kernighan, também pesquisador da Bell Labs, foi quem deu esse nome.

Em 1973, outro pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, rescreveu todo o sistema Unix numa linguagem de alto nível, chamada C, desenvolvida por ele mesmo. Por causa disso, o sistema passou a ter grande aceitação por usuários externos à Bell Labs.

Entre 1977 e 1981, a AT&T, alterou o Unix, fazendo algumas mudanças particulares e lançou o System III. Em 1983, após mais uma série de modificações, foi lançado o conhecido Unix System IV, que passou a ser vendido. Até hoje esse sistema é usado no mercado, tornando-se o padrão internacional do Unix. Esse sistema é comercializado por empresas como IBM, HP, Sun, etc. O Unix, é um sistema operacional muito caro e é usado em computadores poderosos (como mainframes) por diversas multinacionais.

Qual a relação entre o Unix e o Linux, ou melhor, entre o Unix e Linus Torvalds?

Para responder essa pergunta, é necessário falar de outro sistema operacional, o Minix. O Minix é uma versão do Unix, porém, gratuita e com o código fonte disponível. Isso significa que qualquer programador experiente pode fazer alterações nele. Ele foi criado originalmente para uso educacional, para quem quisesse estudar o Unix "em casa". No entanto, vale citar que ele foi escrito do “zero” e apesar de ser uma versão do Unix, não contém nenhum código da AT&T e por isso pode ser distribuído gratuitamente.

A partir daí, “entra em cena” Linus Torvalds. Ele era um estudante de Ciências da Computação da Universidade de Helsinki, na Filândia e em 1991, por hobby, Linus decidiu desenvolver um sistema mais poderoso que o Minix. Para divulgar sua idéia, ele enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (uma espécie de antecessor da Internet). A mensagem pode ser vista no final deste artigo. No mesmo ano, ele disponibilizou a versão do kernel (núcleo dos sistemas operacionais) 0.02 e continuou trabalhando até que em 1994 disponibilizou a versão 1.0. Até o momento em que este artigo estava sendo escrito, a versão atual era a 2.6.

O Linux é um sistema operacional livre e é uma re-implementação das especificações POSIX (padronização da IEEE, Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica) para sistemas com extensões System V e BSD. Isso signfica que o Linux é bem parecido com Unix, mas não vem do mesmo lugar e foi escrito de outra forma.

Mas porque o Linux é gratuito?

Linus Torvalds, quando desenvolveu o Linux, não tinha a inteção de ganhar dinheiro e sim fazer um sistema para seu uso pessoal, que atendesse suas necessidades. O estilo de desenvolvimento que foi adotado foi o de ajuda coletiva. Ou seja, ele coordena os esforços coletivos de um grupo para a melhoria do sistema que criou. Milhares de pessoas contribuem gratuitamente com o desenvolvimento do Linux, simplesmente pelo prazer de fazer um sistema operacional melhor.

Licença GPL

O Linux está sob a licença GPL, permite que qualquer um possa usar os programas que estão sob ela, com o compromisso de não tornar os programas fechados e comercializados. Ou seja, você pode alterar qualquer parte do Linux, modificá-lo e até comercialiazá-lo, mas você não pode fechá-lo (não permitir que outros usuários o modifiquem) e vendê-lo.

GNU

Mas a história do Linux não termina por aqui. É necessário também saber o que é GNU. GNU é um projeto que começou em 1984 com o objetivo de desenvolver um sistema operacional compatível com os de padrão Unix. O Linux em si, é só um kernel. Linus Torvalds, na mesma época que escrevia o código-fonte do kernel, começou a usar programas da GNU para fazer seu sistema. Gostando da idéia, resolveu deixar seu kernel dentro da mesma licença.

Mas, o kernel por si só, não é usável. O kernel é a parte mais importante, pois é o núcleo e serve de comunicador entre o usuário e o computador. Por isso, com o uso de variantes dos sistemas GNU junto com o kernel, o Linux se tornou um sistema operacional.

Mas você pode ter ficado confuso agora. O que é o Linux então? O que é GNU? Simplesmente, várias pessoas uma versões modificadas dos sistemas GNU, pensando que é o Linux em si. Os programadores que trabalham com ele, sabem que o Linux, é basicamente o kernel, conforme já foi dito, mas todos, chamam esse conjunto de Linux (há quem defenda o uso de GNU/Linux).

Finalizando, o projeto GNU é um dos responsáveis pelo sucesso do Linux, pois graças à “mistura” de seus programas com o kernel desenvolvido por Linus Torvalds, o Linux vem mostrando porque é um sistema operacional digno de habilidades insuperáveis por qualquer outro sistema.

Endereço do texto: http://www.brasilescola.com/informatica/historia-do-linux.htm

A importância de Cooperar!!!


Endereço do video: http://www.youtube.com/watch?v=SoyXXt5SmRo

A cooperação: voar em V

Dizem os especialistas que os gansos selvagens voam em formação “V” para obter maior rendimento no voo: mais coesão, melhor liderança, maior harmonia e muito apoio.

Segundo estudos feitos, estas incríveis aves aumentam a sua velocidade em mais 70% do que se voassem sozinhos; o líder que está no vértice desta formação, quando está cansado, passa para trás dando assim o lugar de comando a outro; se algum ganso diminuir o ritmo de voo, os que estão atrás grasnam para encorajar os que se encontram à frente; e, quando um deles sai da formação por fraqueza ou doença, a ele se junta outro ganso para o ajudar e proteger.

Não me posso impedir de reflectir sobre tais comportamentos, tanto mais que não passam de meras aves — sem qualquer desprezo pelos bichinhos que tanto fascínio me causam!

Nessas longas e árduas jornadas de migração, é extremamente importante alcançar o destino. Aqui os fins são importantes, mas os meios também o são.

Se um pobre ganso tivesse a ousadia de enfrentar uma viagem dessas, certamente não chegaria ao fim para contar as suas peripécias. Não é isso que acontece...

Juntos, em “V”, multiplicam significativamente a sua agilidade, já que aproveitam as correntes de ar provocadas pelos batimentos de asa daqueles que vão na dianteira. Um trabalho em equipa...

Assumir a liderança de um grupo de gansos nem sempre é tarefa reconhecida e vantajosa. O esforço, o desgaste são desencorajadores. Contudo, dando lugar a outro, alternadamente, é possível levar a cabo tal bravura e concluir com sucesso uma viagem que, de outro modo, seria muito mais penosa.

Dar ânimo, transmitir energia àquele que, já cansado e abatido, vai na frente, é um comportamento louvável e digno de todos aqueles gansos que partilham a mesma aventura, pelo que a amizade assume um papel importante.

Momento há em que se apodera do desventurado ganso uma debilidade... É então necessário evitar comprometer o grupo inteiro e decidir abandonar a formação. Outros, porém, receando ataques exteriores ou abandono total do desditoso, juntam-se a ele, apoiando-o e resguardando-o, em inexplicável gesto de solidariedade.

Nós, que fazemos parte de uma grande equipa, podemos produzir mais e melhor; nós, como potenciais líderes, podemos, em qualquer momento ser chamados a desempenhar funções de liderança; nós, que muitas vezes, cheios de pressões e cansaços, esquecemos e criticamos o outro, devemos ajudá-lo a manter o comando com palavras de alento, sensatas e positivas.

Façamos longos voos em equipe, num espírito de amizade e compaixão.

Cultivemos e apoiemos na escola as atitudes de inovação e de renovação, capazes de suscitar em todos nós o desejo de ir mais longe sem medo, convictos que não estamos sós...

Continuemos a voar assim...

José Paulo Santos
(Texto publicado no jornal escolar O Cambrinha, da Escola EB 2.3 de Vale de Cambra, em Março 2001)
 
Endereço do texto: http://interactsite.blogspot.com/2006/05/cooperao-voar-em-v.html

Professor digital

Página investiga a relação da educação com a internet. O portal apresenta dicas, testes, pesquisas e fóruns de discussão.
Por: Thiago Camelo
Publicado em 20/04/2010 | Atualizado em 20/04/2010
Professor digital
Título de um dos textos do 'Lousa digital', que já sugere o interesse pelo universo 'professor-aluno-tecnologia' (foto: Reprodução).
Mais uma dica para o que já está se tornando, informalmente, uma série: nossa investigação de como o professor lida com os avanços da tecnologia e da informática atualmente.
Continuamos com as dicas. Dessa vez, a atenção vai para o portal Lousa digital, da educadora Sônia Bertocchi. A página se propõe a mapear aquilo que de mais interessante acontece na internet no que diz respeito à educação, e se define como "espaço para reflexão coletiva sobre tecnologias e aprendizagem". E é isso mesmo.
Pensamos em sugerir o texto sobre educação e realidade aumentada. Ou o vídeo sobre a importância das redes sociais. Mas, na verdade, qualquer post do blogue poderia ser indicado. O que vale mesmo é que você conheça o Lousa digital. Aproveite e, logo de saída, faça o teste para saber se você é, ou não, um 'professor digital'.
Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line
http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/professor-digital/
  
O blog citado por Thiago Camelo: Lousa digital, traz um emaranhado de informações, textos, videos e  imagens relacionados com as  novas  tecnologias É um blog riquíssimo e merece ser acessado.
Você professor digital deve ir até lá.
Abraço.

Nativos digitais

Pesquisa no Reino Unido sugere que jovens que usam novas tecnologias têm mais facilidade de escrever do que aqueles que não têm acesso ao computador. Números vão contra a mentalidade usual de reprimir o modo como se escreve na rede.
Por: Thiago Camelo
Publicado em 15/12/2009 | Atualizado em 17/12/2009
Nativos digitais
Uma das redes sociais mais famosas da internet, o Twitter impõe ao usuário o espaço máximo de 140 caracteres para cada publicação. Como a nova relação com a escrita muda o aluno em sala de aula?
Seria chover no molhado anunciar que o computador, a internet, as novas tecnologias e a revolução digital que vivenciamos mudaram a relação que temos com a informação. Seria igualmente repetitivo afirmar que, junto com esse novo paradigma, o ensino em sala de aula deve ser repensado. Como lidar com um Google, por exemplo? Confiar ou não confiar na Wikipedia? Enfim, como se comportar diante desse novo cenário?
São perguntas ainda sem respostas, mas que alguns estudos já se propõem a discutir. Recentemente, a National Literacy Trust – instituição do Reino Unido que promove a alfabetização – fez uma pesquisa que tenta descobrir o impacto das novas tecnologias na escrita de jovens de oito a 16 anos.
Três mil e uma pessoas foram entrevistadas na Inglaterra e na Escócia e deram pistas da relação que elas têm com a escrita e o computador. Alguns números da pesquisa:
  • 24% têm seu próprio blogue.
  • 82% enviam mensagens de textos via celular pelo menos uma vez por mês.
  • 73% conversam em programas de bate-papo com amigos.
O dado novo – e surpreendente – é que 61% dos usuários de blogue julgaram que escrevem "bem" ou "muito bem", a mesma resposta dada por 56% dos que possuem perfil em redes sociais.
Crianças e adolescentes que usam as novas ferramentas da internet têm mais confiança na escrita
Segundo a pesquisa, as crianças e adolescentes que usam as novas ferramentas da internet têm mais confiança na escrita do que aqueles que nunca participaram da rede. "Quanto mais formas de comunicação os jovens usarem, mais forte será as habilidades de escrita deles", disse,  em entrevista ao site da BBC News, o diretor da National Literacy Trust, Jonathan Douglas.
 Esse tipo de afirmação não é usual. Muitos professores e muita gente na internet costumam combater os 'vc',  'q', 'pq', como se a rede fosse culpada por uma informalidade generalizada da linguagem. Douglas defende que o jovem precisa aprender a distinguir as diferentes formas de escrever. Mas isso, segundo ele, entende-se, por exemplo, ao mandar uma carta para um amigo ou para uma pessoa importante. A forma do texto muda naturalmente.

Imigrantes digitais

Acontece que a maioria dos professores ainda é 'imigrante digital', termo criado para designar aqueles que não nasceram em meio às novas tecnologias. Esses jovens, ao contrário, seriam os 'nativos digitais', meninos e meninas que lidam desde muito novos com a internet e com dispositivos tecnológicos.
A constatação de Douglas: isso produz um choque geracional, pois muitas vezes o computador é uma ferramenta que um jovem domina melhor que um adulto.

Realidade nacional

Claro, não podemos simplesmente transpor os dados da National Literacy Trust para a realidade brasileira. O país ainda tem de pavimentar um longo caminho de inclusão digital. Mas, mesmo por aqui, há quem se interesse pelo tema.
Grupos como o da professora Carla Coscarelli, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com artigos e livros sobre a mistura da educação com o computador, a professora busca entender os desafios do ambiente digital e o novo tipo de alfabetização que se impõe na internet.
Em um de seus artigos [PDF], ela pergunta:
A informática está presente nas escola, mas estamos preparados para usá-la como recurso de ensino/aprendizagem? O que muda em relação à leitura e à produção de textos com o uso da informática?
A pesquisa da National Literacy Trust e o próprio trabalho de Carla Coscarelli são uma tentativa de começar a responder essa inevitável questão.
E você, professor, como lida com as novas tecnologias em sala de aula?


Endereço do texto e seu respectivo autor:
http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/nativos-digitais
Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line

UNIDADE 6


UNIDADE 5



RELATO

pensamento:
Nos dias quinze e dezesseis de setembro, no colégio José Telesphoro, aconteceu a oficina referente à Unidade 5. Esta iniciou com a execução de um vídeo sobre Cooperação e solidariedade.
Algumas imagens foram mostradas, umas sobre bibliotecas, leituras de livros, etc. Outras sobre a rede, leituras digitais, etc. Discutiu-se ai sobre a importância da leitura em qualquer âmbito e das diversas formas. Ler é imprescindível e todos devem ter acesso por direito.
Voltando ao vídeo inicial, falamos da necessidade da Cooperação nos dias atuais. As pessoas hoje estão mais frias e distantes umas das outras, já não compartilham tantos sentimentos como antes. Mas mesmo com a distancia pessoal, todos temos necessidades de  demonstrarmos sentimentos e de sentirmos estes também. Daí, refletimos sobre o aprendizado através da Cooperação e da solidariedade que devem ser praticadas constantemente, e como é importante em relação ao uso da rede (internet).
Um questionamento foi levantado a cerca da informação e do conhecimento. No módulo do cursista há o seguinte:

“Sociedade informação e Sociedade do conhecimento são expressões que entraram em uso na última década do século passado, associadas ao termo “Globalização”, e pretendem designar as profundas mudanças econômicas e sociais que vêm ocorrendo na nossa sociedade a partir da popularização do uso das TIC.

Os cursistas concordaram que a informação é apenas um caminho para se chegar ao conhecimento. Ela pode existir, porém não transformar-se em conhecimento. E que este último, quando adquirido fica para toda vida.
Abriu-se a discussão sobre o seguinte questionamento: “O computador vai substituir o professor?”
 “O computador nunca substituirá o professor, isso por que ele funciona como um parceiro, no processo de ensino aprendizagem subsidiando sua prática pedagógica.
Professora Vanessa Guimarães”.

 Acredito que o computador será parceiro do professor e não vir a substitui-lo,A nova era digital virá enriquecer os trabalhos tanto do professor quanto do aluno”... Professora Alexandra

“Não acredito que um dia o computador venha a substituir o professor,para mim esta será num futuro próximo uma ferramenta de grande valia no auxílio de alunos e profissionais da área de educação, haja vista que atualmente este já é utilizado para cursos à distância e para a prática da pesquisa.Para o bem de nós professores espero que o computador permaneça simplesmente como esta importante ferramenta de auxílio, pois se este supostamente vier a substituir o professor nós estaremos fritos, ou seja desempregados”.
Professor Antonio Carlos

“Não acredito que o computador irá substituir o professor. Creio que ele é apenas um instrumento tecnológico (o mais atual no momento) que poderá possibilitar uma maneira diferente de ensino e aprendizagem através das novas tecnologias que o acompanham. Essas tecnologias nos possibilitam uma conexão com o mundo em tempo real; a aquisição e tratamento de informações, e a comunicação e cooperação em rede para a construção do saber e do saber fazer. O computador é mais um meio para refletirmos sobre a nossa prática pedagógica e nossas concepções de ensinantes, aprendentes, aprendizagem, ensino e conhecimento no mundo atual”. Professora Maridelza

 “A escola da cibercultura pode tornar-se o espaço de todas as vozes, todas as falas e todos os textos. O desafio mais instigante é o do professor, que pode finalmente reinventar-se como alguém que vem dialogar e criar as condições necessárias para que todas as vozes sejam ouvidas e cresçam juntas.” (RAMAL, 2000).

Após esse pensamento, falamos sobre o papel do professor, que de posse do conhecimento, ele deve mediar o conhecimento, levando o alunado à reflexão cotidianamente a cerca das informações veiculadas através das tecnologias, as quais eles têm acesso. Foi feito ainda o seguinte questionamento:
Qual palavra(Interação ou cooperação) nos sintoniza com a postura que consideramos necessária nesta época de tantas e tão complexas interações?
As respostas foram diversas, mas todos concordaram que as duas se completam, porém a cooperação é a que tem valor maior, já que esta nos remete à solidariedade, ajuda mútua, apoio. Resumindo: a troca de sentimentos, o diálogo.
Foram mostrados alguns endereços para pesquisa sobre o assunto e ainda falamos sobre a Wikipédia: o quê? Por quê? Para quê? Onde?. E apontamos que o objetivo principal é o de cooperar, contribuindo com conteúdos. Coisa que qualquer pessoa pode fazer. Falou-se ainda sobre o Youtube com suas características, e sobre os possíveis programas para baixar seus vídeos.
Finalizamos com uma mensagem de motivação e com a entrega de uma lembrancinha.




terça-feira, 12 de outubro de 2010

O computador vai substituir o professor?


O diálogo que vou propor nesta coluna é sobre a escola. Acho que precisamos conversar sobre isso. A Internet está trazendo consigo um novo modelo de educação, uma forma diferente de aprendizagem, e precisamos entendê-lo, apropriar-nos disso, ser protagonistas da mudança.

Precisamos conversar principalmente porque a existência dessa grande rede nos faz pensar na escola que temos, ainda tão fechada, limitada, desconectada do mundo, da vida do aluno; ainda tão distante da realidade de imagens, sons, cores e palavras em hipermídia que constitui a nossa vida hoje.

Precisamos conversar sobre nossos sonhos para a escola, pois, se vocês não sabem, há séculos nós, pedagogos, acumulamos sonhos sobre a sala de aula. Ivan Illich sonhava com uma educação que não fosse limitada às instituições, que formalizam tudo. Jean-Jacques Rousseau pensava numa escola que não corrompesse o homem, deixando simplesmente vir à tona o que temos de melhor. Jean Piaget queria que os níveis mentais fossem respeitados, sem pular etapas, para que não tivéssemos que aprender aos saltos, ou decorar o que não entendemos. Freinet sonhava com uma escola que permitisse o prazer, a aprendizagem agradável e divertida. Paulo Freire sonhava com um lugar em que o saber do aluno fosse valorizado, onde a relação vivida nas aulas fosse o ponto de partida para uma grande transformação do mundo. Goleman escreve sobre uma escola que permita desenvolver o lado emocional, que tenha espaço para as artes, a música, as coisas que, enfim, nos fazem mais humanos.

Mas não soubemos concretizar muitos desses sonhos. Talvez ainda não tivemos tempo, porque era preciso primeiro preparar aulas, corrigir provas, anotar no quadro e nos cadernos tantas e tantas explicações.
De repente a tecnologia entra na escola e nos obriga a recuperar tudo isso. A presença da máquina leva todo professor a se perguntar: como é a minha aula? Do que decorre: será que o professor vai ser substituído pelo computador? E sabemos que a resposta é sim, não temos a menor dúvida. Explico: é que o pior de nós vai ser substituído.

A nossa pior aula, o lado repetitivo, burocrático e por vezes até acomodado da escola, esse vamos deixar para o computador. Ele saberá transformar nossas exposições maçantes em aulas multimídia interativas, em hipertextos fascinantes, em telas coloridas e interfaces amigáveis preparadas para a construção do saber. Então poderemos, finalmente, ficar com a melhor parte, aquela para a qual  não nos sobrava tempo, porque pensávamos que devíamos transmitir conhecimentos.

Vamos receber de herança os sonhos de todas as outras gerações, redimi-las realizando tudo o que não puderam conhecer. Agora sim, está em nossas mãos a derrubada dos muros para fazer conexões com o mundo, a criação do espaço para a arte e a poesia, o tempo para o diálogo amigo, o trabalho cooperativo, a discussão coletiva, a partilha dos sentidos. Está em nossas mãos a construção de uma escola mais feliz, feita por mestres e alunos que saibam, juntos, propor links e janelas para a sala de aula, onde aprender não seja uma tarefa árdua e penosa, mas sim uma aventura. Então será preciso que cada mestre se despeça da figura de professor transmissor de conteúdos que há em si mesmo, e que os alunos abandonem seu papel de receptores passivos. Isso é o pior de todos nós, não nos daremos mais a conhecer assim.

Vamos tentar construir juntos algo novo. É claro que nós, professores, vamos precisar de ajuda: os alunos saberão nos dizer como fazer. Será que eles aceitam ser nossos mestres? Acho que sim, é só por este próximo milênio. Nessa nova sala de aula, na verdade todos serão mestres.

E, curiosamente, a gente vai aprender como nunca.

Andrea Cecília Ramal (Módulo: Introdução à Educação Digital, Guia do cursista, pag. 166)